Novo libro Chave Mestra: Jacinta Vaz

“O legado sonoro de Jacinta Landa Vaz Galiza, Portugal e Extremadura” é um novo livro da colecção Chave Mestra sobre a vida desta mestra que deixou gravado no 1958 em México DF um impressionante repertório de canções da Península Ibérica desde Extremadura (Espanha) onde passou a infância, de Portugal (origem materna) e Galiza onde morou muitos anos de adulta antes de partir no exílio a México. Uma pesquisa feita por tres investigadores: Domingos Morais (Lisboa), José Luís do Pico (Rianjo) e Pilar Barrios (Badajoz) para entender o contexto no que este personagem viveu.

Na sexta 17 de novembro em Oeiras (Lisboa) apresenta-se este livro na Biblioteca Operária Oeirense ás 21 horas. O acto contara com a participação dos autores aliás de Paula Godinho (Instituto de História Contemporânea da Uni. Nova de Lisboa), Salwa Castelo-Branco (Instituto de Etnomusicologia e Centro de Estudos em Música e Dança da Uni. Nova de Lisboa) e Ana Paula Guimarães (Instituo de Estudos de Literatura e Tradição da Uni. Nova de Lisboa). Haverá uns petiscos musicais a cargo dos grupos Barahúnda (Galiza) e CRAMOL (Grupo de Canto de Mulheres, PT).

Jacinta Landa Vaz

Jacinta Landa Vaz (3 de novembro de 1894-13 de julho de 1993) foi, antes de mais, uma mestra formada nos princípios da Institución Libre de Enseñanza, que em fins dos anos vinte funda a Escola Plurilíngue, um centro de ensino pioneiro naquela Espanha do ditador Miguel Primo de Rivera.

O seu compromisso com a II República levou-a ao exílio mexicano, onde teve de refazer a sua vida. Tal vez a saudade fez que um dia decidira gravar um repertório musical cantado a capella no que Jacinta evocava as melodias aprendidas antes da sua saída da península Ibérica. Essas gravações foram entregues num primeiro momento –a jeito de herança sonora e sentimental– aos seus filhos, e, posteriormente, aos seus netos.

Recolhem-se nestes registos sonoros melodias da sua infância estremenha em Badajoz e na finca familiar de Cabezarrubias; de Portugal –a pátria da sua mãe– e galegas, lembrança da quinta de São Fiz de Vijoi, onde morou com seu primeiro esposo, o filósofo João Vicente Viqueira.

Os primeiros destinatários foram os seus filhos e netos. A partir de agora, o legado pertence-nos a todos e todas.

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