No Campo de Fóra: Ribeiro e Dias

Chegando aos últimos recitais do ciclo No Campo de Fóra, desde Santo Tirso no norte de Portugal tocarán o sábado 6 xuño ás 19 h. no CSC da Trisca a dupla de Napoleão Ribeiro e Nuno Dias para un concerto didáctico sobre a Rabeca chuleira. Entre Douro-e-Minho, un percurso sobre o repertorio á viola de arame e rabeca chuleira (violino popular cun mastro e tonalidade unha quinta máis aguda do violino clásico) que o acompaña para falaren da chulada, as xuntanzas musicais do noroeste portugués e as súas músicas populares asociadas. Entrada de balde e para todos os públicos.

Sobre o concerto

Rabeca & Viola: um projeto de Nuno Dias e Napoleão Ribeiro, apresentado num pequeno concerto didático sobre a viola de arame e a rabeca chuleira em Portugal, dois instrumentos importantes em práticas musicais populares do Norte de Portugal, onde acompanham cantes ao desafio (regueifas), danças e outras músicas do quotidiano.

Napoleão Ribeiro
Antropólogo e músico, atualmente é doutorando em Etnomusicologia na Universidade de Aveiro. Em 2004 teve as primeiras aulas de gaita-de-fole na Escola de Música da Ponte Velha. Foi membro fundador desta escola e aí lecionou o instrumento entre 2010 e 2016. Desenvolve a sua atividade musical nos projetos Gaiteiros da Ponte Velha, Chulada da Ponte Velha e Pantomina, todos nascidos no seio da Associação Cultural Tirsense. Nesta coletividade, tem desenvolvido várias ações relacionadas com a prática da gaita-de-fole, das quais se destacam: o registo do património imaterial e material relacionado com os zés-pereiras dos territórios do litoral do Norte de Portugal; e o registo e análise de fontes iconográficas e documentação relativos às práticas musicais com gaita-de-fole em Portugal. Integrou a organização das vinte e uma edições do festival Palheta Bendita, feiras de construtores incluídas. Entre outras publicações, em 2018, colaborou na transcrição de músicas e na redação dos textos sobre a iconografia e a história da gaita-de-fole em Portugal no Cancioneiro de Gaita-de-foles, publicado pela Associação Portuguesa para o Estudo e Divulgação da Gaita-de-foles. Em 2020, foi curador da exposição e do catálogo “Instrumentos Musicais Populares do Noroeste Peninsular”, no âmbito do VI Convergências Portugal/Galiza, integrado na VI Capital da Cultura do Eixo Atlântico. Em 2021, em coautoria com Tiago Manuel Soares, publicou o livro/DVD “Os Zés Pereiras – Uma cultura musical do Entre Douro e Minho” apoiado pela DG Artes. Enquanto músico participou nos álbuns Vai-te Cuca, de Cardo Roxo, Pelas Horas, de Cardo Amarelo e Sempre a Ramaldar, da Chulada da Ponte Velha. Integrou a equipa de programação e a organização de feiras de construtores das cinco edições do festival Encontro de Tocadores – Entre Margens, em Caminha e colaborou com diversos festivais, tais como o Tocar de Ouvido, o Andanças e L Burro e L Gueiteiro, entre outros.

Nuno Dias
Operário da construção civil e desde os dezasseis anos que toca no Grupo de Bombos da Reguenga. Iniciou os seus estudos de gaita-de-fole, em 2005, com o professor Ricardo Coelho na Escola de Gaitas da Ponte Velha da Associação Cultural Tirsense. Desde 2011 que leciona o instrumento nesta escola. Desenvolve a sua atividade musical nos projetos Gaiteiros da Ponte Velha e Chulada da Ponte Velha assim como na Tuna da Reguenga e na Rusga da Reguenga. No âmbito dos trabalhos da Associação Cultural Tirsense, tem participado em ações de registo do património imaterial e material relacionado com os zés-pereiras dos territórios do litoral do Norte de Portugal. Nesse âmbito, visita, regularmente, tocadores e construtores de diversos tipos de instrumentos, registando os seus repertórios. Integra a organização do Palheta Bendita há 11 edições. Colaborou com a transcrição de temas no Cancioneiro de Gaita-de-foles, publicado pela Associação Portuguesa para o Estudo e Divulgação da Gaita-de-foles e, em 2021, foi consultor do projeto “Os Zés Pereiras – Uma cultura musical do Entre Douro e Minho” apoiado pela DG Artes. Enquanto músico convidado, participou no álbum Vai-te Cuca, de Cardo Roxo. Em 2020, como tocador de rabeca chuleira e gaita-de-fole, gravou o CD Sempre a Ramaldar com a banda Chulada da Ponte Velha.

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